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ÍNDICE

 

ATENÇÃO:  as miniaturas expostas neste Site não estão à venda, são de colecção privada.

 

NOTA:  visite a lista de aeronaves neste Índice abaixo. Para ver a aeronave que pretende clique no seu nome. A primeira foto de cada aeronave tem a sua descrição, cores, características técnicas e história. Para aumentar a vista clique sobre as fotos.

 

AERONÁUTICA MILITAR

P-39D (P-400) Airacobra (Academy 1/72) 

Mohawk MK IV (H-75A-4 Hawk) (AML 1/72) 

Master T.MK III (Novo 1/72) 

Lysander MK IIIA (Airfix 1/72) 

Blenheim MK IVL (Airfix 1/72)

P-38G Lightning (Airfix 1/72)

Spitfire LF.MK VB (Revell 1/72)

Hurricane MK IIC (Revell 1/72) 

 

AVIAÇÃO NAVAL

Beaufighter MK X (Airfix 1/72) 

Beaufighter TF.MK X (Matchbox 1/72) 

 

FAP - FORÇA AÉREA PORTUGUESA

AT-6A Texan (Heller 1/72) 

Harvard MK IV / T-6J Texan (Academy 1/72)

T-6G Texan (Airfix 1/72) 

SA-316B Alouette III / Sud-Est SE.3160 (Heller 1/72) 

Fiat G.91R/4 Gina (Airfix 1/72) 

Fiat G.91R/3 Gina (Aeroclub 1/72 vacuform) 

Fiat G.91T/3 Gina (Aeroclub 1/72 vacuform) 

A-7P Corsair II (Hasegawa 1/72) 

Alpha Jet-A (Revell 1/72) 

FTB-337G Super Skymaster (Arii 1/72) 

DHC-1 Chipmunk (Airfix 1/72) 

DO-27A (Huma 1/72) 

F-47D Thunderbolt (Revell 1/72) 

F-84G Thunderjet (Heller 1/72) 

T-33A T-Bird (Hasegawa 1/72) 

F-86F Sabre (Hasegawa 1/72) 

T-38A Talon (PM Model 1/72) 

F-16B Fighting Falcon (Italeri 1/72) 

C-212-300S Aviocar (SIFICAP-SLAR) (Historic Wings 1/72 vacuform) 

 

OUTROS MODELOS BREVEMENTE

T-37C Tweet,

T-37C Tweet (Asas de Portugal),

TA-7P Corsair II,

F-16AM Fighting Falcon,

FTB-337G Super Skymaster (verde escuro US Vietnam e ventre cinza-azulado),

FTB-337G Super Skymaster (cinza escuro integral, doada à F.A. Moçambique),

DHC-1 Chipmunk MK20 (Academia da FAP),

N.2501D Noratlas (verde e cinza com ventre cinza-azulado),

N.2502F Noratlas (com tipjets nas asas e em olive integral),

C-130H Hercules (nova pintura cinza médio integral), 

P-3C Orion,

P-3P Orion (cinzas de baixa visibilidade), 

SA-330C Puma (olive integral),

SA-330S Puma (SAR),

SE.3130 Alouette II,

SE.3160 Alouette III (com floats, olive integral e dayglo dorsal),

SA-316B Alouette III (Rotores de Portugal),

B-24D Liberator,

SB2C-5 Helldiver,

Vampire T.55,

SB-17G Flying Fortress (SAR), 

SA-16A Albatross (SAR),

AT-11A Kansan,

C-45H Expeditor,

D-18S Twin Beech, 

L-21B Super Cub (olive integral),

ASK-21 (glider),

C-47A Skytrain/Dakota (olive integral),

C-54D Skymaster,

B-26B Invader (olive integral),

B-707-3F5C (VIP),

Falcon 50 (VIP),

Falcon 20 (VIP),

TB-30 Epsilon (cinza escuro),

C-212-100B Aviocar (olive integral),

C-295MPA Persuader (MP), 

EH-101 Merlin (CSAR), 

H-19A Chickasaw (SAR),

Super Lynx MK 95 (Marinha Portuguesa)

... e outros!  

 

 


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Aerospatiale SA-316B Alouette III / Sud-Est SE.3160 (Heller 1/72)


(Imagem 59/128)

Aerospatiale SA-316B Alouette III / Sud-Est SE.3160 (FAP - Força Aérea Portuguesa); Pintura Integral Anti-Radiação: Revell R46; Origem: França; Tipo: helicóptero ligeiro de transporte e uso geral; Motor: Turbomeca Artouste IIIB (880cv) turbina a jacto c/rotor principal 3 pás e rotor cauda 3 pás; Velocidade Máxima: 210Km/h; Raio de Alcance: 520Km; Tecto de Serviço: 3200m.


O Alouette III é um dos mais famosos, mais usados e mais conhecidos helicópteros do mundo.


O protótipo Sud-Est SE.3160 Alouette III, propulsado por uma turbina turboeixo Turbomeca Artouste IIIB (880cv), fez o primeiro voo inaugural em 28 Fevereiro 1959. O aparelho foi um desenvolvimento do anterior Alouette II e caracterizava-se por uma cabine maior, fechada, com duas portas de acesso e dois portões laterais deslizantes sobre trilhos, bastante envidraçada e capaz de acomodar até sete pessoas (dois tripulantes mais cinco páraquedistas/soldados, ou duas macas com feridos e um assistente). Havia ainda a possibilidade de remover os dois assentos e converter a cabine numa ampla plataforma para cargas. Um guincho ventral podia ser montado para levar cargas em eslinga até 750Kg. A lança de cauda apresentava-se fuselada à secção central da célula, completamente redesenhada, melhorando consideravelmente toda a estética exterior agora dotada com formas mais aerodinâmicas. Ambos os rotores tinham três pás de maior diâmetro e o trem de aterragem era do tipo triciclo fixo com rodas simples. O excelente resultado dos testes imediatamente despertaram o interesse das forças armadas francesas que precisavam de um helicóptero mais rápido, mais potente e mais fortemente armado, para a guerra na Argélia, considerada a primeira "Guerra do Helicóptero". Entretanto, o conflito terminou antes do novo modelo entrar efectivamente ao serviço.


As primeiras exportações do SE.3160 Alouette III (SA-316A) iniciaram-se a partir de 1961 para a ALAT francesa, África do Sul, Rodésia, Birmânia, Dinamarca e Peru. Em 1970, a Sud-Aviation é integrada no consórcio Aerospatiale e nesse mesmo ano, surge o modelo SA-316B Alouette III melhorado com uma nova transmissão reforçada mas mantendo a mesma turbina. Para as operações de busca e salvamento marítimo (SAR), também foi fabricada uma variante do SA-316B equipada com dois flutuadores (tipo bote) em vez do trem de aterragem convencional, além de um guincho de içagem lateral sobre o costado esquerdo. Para facilitar as operações de recuperação de náufragos, com o guincho lateral, a secção ventral esquerda da fuselagem (logo por baixo do portão lateral deslizante) pode ser removida. Em 1972, apareceram o SA-316C equipado com a turbina Artouste IIID (880cv) e o SA-319B motorizado com a nova Turbomeca Astazou XIV que desenvolvia a mesma potência mas com uma economia de 25% de combustível. A variante navalizada SA-319B (ASW) foi desenvolvida para combater submarinos convencionais, pequenos navios e embarcações rápidas para além de poder efectuar missões de busca e salvamento (SAR). Esta variante está equipada com um radar de nariz Omera ORB-31 Hercules (para busca, navegação meteorológica e localização de objectivos no mar), para além da mira electrónica giroestabilizada APX-260 Bezu e um detector de submarinos (MAD) Crouzet DHAX-3. Este helicóptero pode ser armado com quatro mísseis anti-navio (ASV) Matra AS-11/12, ou com dois torpedos Aerojet MK44/46, ou com dois pods lança-rockets (FFAR) Matra-SNEB 155H (18X68mm), ou com dois pods de metralhadoras pesadas (12,7mm), ou ainda com dois pods de canhões (20mm). A produção francesa do Alouette III encerrou-se em Maio 1985 após terem sido construídos 1455 exemplares. No entanto, este famoso helicóptero continuou a ser fabricado sob patente pela Swiss Federal Aircraft Factory na Suiça (SFAF-316B), pela HAL na Índia (HAL-316B Chetak), e pela ICA-Brasov na Roménia (IAR-316B). Mais de 60 países do mundo operam hoje helicópteros Alouette III nas suas forças armadas. Muitos desses operadores optam por adquirir acessórios tais como: guindaste ventral para levar cargas em eslinga, guincho lateral esquerdo de içagem e recuperação, cesto quadrângular de transporte na lateral esquerda, espelhos retrovisores fixos em hastes na dianteira, altifalantes nas laterais dianteiras, suporte lateral direito com torreta esférica giroestabilizada com (FLIR/TV), suporte lateral esquerdo com holofote, suportes laterais com flutuadores insufláveis (tipo saco), esquis para fixação às rodas, caixas "orelhas de elefante" que são filtros-radiadores anti-areias/poeiras para as tomadas de ar da turbina, dissipador de calor ou supressor-deflector curvo de gases (para autodefesa anti-míssil por infravermelhos) para a saída de escape, capô côncavo de cobertura da turbina, ou ainda vários tipos suportes laterais para fixação de armamentos tais como pods lança-rockets diversos ou trilhos com mísseis anti-tanque (ATGM) Matra AS-11, ou Euromissile HOT, ou ainda mísseis anti-superfície Matra AS-12. Na configuração anti-tanque/anti-superfície, o tecto da cabine recebe uma mira electrónica giroestabilizada APX-260 Bezu (para aquisição e perseguição de alvos). O estrado traseiro da cabine é amovível e nele pode ser fixado, na transversal, um assento para um artilheiro bem como um reparo-suporte para a fixação de uma metralhadora ligeira MG-42 (7,62mm) ou uma AA-52 (7,62mm) e respectivas caixas municiadoras. Armas mais pesadas também podem ser fixadas tais como um suporte-mancal de eixo simples com um canhão Mauser MG-151/20 (20mm) ou um Giat M-621 (20mm) com as respectivas caixas municiadoras. O Alouette III configurado com canhões é alcunhado de “helicanhão”. A aviónica do Alouette III é específica para as preferências do operador, seja ele militar ou civil, mas básicamente está disponível para homologação de voo em (VFR-Visual Flight Rules) ou em (IFR-Instruments Flight Rules). Alguns dos aviónicos incluem um estabilizador de comandos de voo SFIM 85, com a possibilidade de selecção da manutenção de altitude ou de velocidade, (ADF-Automatic Direction Finder), (ILS-Instrumental Landing System), (VOR-VHF Omnidirectional Range), (DME-Distance Measuring Equipment) e rádios de comunicações (VHF/UHF) com vários tipos de antenas no exterior do helicóptero.


 


54 Anos ao Serviço da FAP


O helicóptero ligeiro francês Aerospatiale SA-316B Alouette III (Sud-Est SE.3160) teve baptismo de fogo em 1963 nas guerras do Ultramar Português, inicialmente em Angola mas depois também em Moçambique e na Guiné Portuguesa, onde a FAP combateu as tropas rebeldes pró-independentistas. Os pilotos e técnicos portugueses tornaram-se exímios e excelentes profissionais na operação táctica do aparelho. Este serviu praticamente para tudo, desde a evacuação médica de feridos em combate, transporte de assalto com tropas especiais, até ao ataque anti-guerrilha. Para ataques de saturação contra alvos no solo, o helicóptero era armado com um canhão Mauser MG-151/20 (20mm) disparando pela abertura do portão esquerdo. A FAP também utilizou o Alouette III como helicóptero batedor e reconhecedor para o Exército Português, como transporte aerotáctico geral e até como aeronave-correio.


A partir de Abril 1963, a FAP adquiriu à França grandes quantidades de helicópteros ligeiros Aerospatiale SA-316B Alouette III (então Sud-Est SE.3160) como complemento aos poucos aparelhos SE.3130 Alouette II que estavam ao serviço. Os helicópteros eram extremamente necessários para o esforço da Guerra do Ultramar, a decorrer em três frentes separadas a milhares de quilómetros de distância entre si, nomeadamente em Angola, na Guiné Portuguesa e em Moçambique. Estas ex-Colónias Ultramarinas eram enormes teatros de conflitos de guerrilha, sem caminhos nem estradas, onde o mato e a selva eram vastos e predominantes. Nestas condições muitíssimo difíceis, com muito calor e humidade, o meio aéreo era imprescindível na movimentação rápida das tropas, no seu transporte, na infiltração e exfiltração de forças especiais e na evacuação rápida dos soldados feridos. Milhares de combatentes portugueses deveram a sua vida graças ao socorro destes “anjos da guarda”. Tal como aconteceu com o UH-1 Huey naquela que ficou conhecida como “A Guerra do Helicóptero” (Vietnam), também as imagens dos soldados portugueses a saltarem dos aparelhos durante as missões de heli-assalto correram mundo, tornando este helicóptero no símbolo máximo da Guerra Colonial Portuguesa.


Os Alouette III básicos estavam desarmados e tinham o nome de código "Canibais". Estes realizavam essencialmente operações de transporte geral, ligação, reconhecimento, heli-assalto e evacuação sanitária. A estes juntavam-se os Alouette III armados, chamados “helicanhões” na gíria dos pilotos. Tinham o nome de código "Lobos Maus" e estavam equipados com o canhão lateral Mauser MG-151/20 (20mm). O artilheiro estava sentado de lado e disparava o canhão pela abertura do portão esquerdo. Nos inícios dos Anos 70, foram testadas duas metralhadoras pesadas Colt-Browning M2 (12,7mm) disparando por solenóides G-9, com as respectivas caixas municiadoras montadas lateralmente. Em 1973 realizaram-se também algumas experiências para incorporar pods lança-rockets em suportes laterais. Várias configurações foram testadas mas nem as metralhadoras, nem os rockets, chegaram a ser usados em combate em virtude da Guerra Colonial ter terminado no ano seguinte com a Revolução dos Cravos, em 25 Abril de 1974. Quando os Alouette III regressaram a Portugal, a partir de 1974, a frota de "helicanhões" foi mantida e adoptou-se uma nova configuração com dois pods lança-rockets (6X37mm/2,75") fixados em suportes laterais. Dentro da cabine, ao lado esquerdo da consola de instrumentos, foi montado um suporte com um visor de tiro SFOM 83A3 (Type MK813). Esta frota de Alouette III armados serve, até ao presente, para missões ofensivas de ataque ao solo no âmbito das operações subordinadas à NATO.


A FAP adquiriu um total de 142 Alouette III, o segundo maior número de aeronaves de um único modelo ao serviço de Portugal a seguir ao avião T-6 Texan/Harvard. Os Alouette III operaram em praticamente todas as bases aéreas e aeródromos da FAP no Continente, Ilhas e Ultramar. Quando regressaram a Portugal, alguns foram destacados para missões de Busca e Salvamento Costeiro (SAR) sendo equipados com guincho lateral esquerdo de içagem e recuperação e flutuadores (tipo bote), eram os populares "pantufas". Outros, além do guincho, receberam suportes laterais com flutuadores insufláveis (tipo saco). Actualmente, os helicópteros remanescentes estão baseados na BA11 Beja com um pequeno destacamento no AM1 Maceda-Ovar em alerta permanete (SAR-24h/365 dias). Os Alouette III servem essencialmente para transporte geral, ligação, heliassalto, treino, instrução básica, instrução complementar, conversão operacional, vigilância e reconhecimento, busca e salvamento (SAR) no mar e em terra, evacuação sanitária (MEDEVAC) e apoio no combate aos incêndios florestais. Alguns deles fazem parte da Patrulha Acrobática “Rotores de Portugal” e regularmente exibem-se com grande espectacularidade em festivais aéreos no país e no estrangeiro. Em 2013 comemoraram-se os “50 Anos de Operação do Alouette III na FAP”, mais um marco de longevidade deste fiável e robusto aparelho, um dos helicópteros ligeiros mais operados em todo o mundo, quer por forças militares quer por entidades civis, um "clássico" por excelência. Um considerável contingente destes veteranos helicópteros regressou à Metrópole no Pós 25 de Abril 1974 (Revolução dos Cravos) e até hoje estas seguras, robustas e fiáveis aeronaves de asas rotativas, continuam a ser operadas pela FAP, 54 anos depois da sua incorporação e 58 anos após o seu voo inaugural (dados de 2017).


 



  


 Alouette III - 54 Anos na FAP


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

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