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 Modelismo - AVIAÇÃO MILITAR PORTUGUESA


 

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ÍNDICE

 

ATENÇÃO:  as miniaturas expostas neste Site não estão à venda, são de colecção privada.

 

NOTA:  visite a lista de aeronaves neste Índice abaixo. Para ver a aeronave que pretende clique no seu nome. A primeira foto de cada aeronave tem a sua descrição, cores, características técnicas e história. Para aumentar a vista clique sobre as fotos.

 

AERONÁUTICA MILITAR

P-39D (P-400) Airacobra (Academy 1/72) 

Mohawk MK IV (H-75A-4 Hawk) (AML 1/72) 

Master T.MK III (Novo 1/72) 

Lysander MK IIIA (Airfix 1/72) 

Blenheim MK IVL (Airfix 1/72)

P-38G Lightning (Airfix 1/72)

Spitfire LF.MK VB (Revell 1/72)

Hurricane MK IIC (Revell 1/72) 

 

AVIAÇÃO NAVAL

Beaufighter MK X (Airfix 1/72) 

Beaufighter TF.MK X (Matchbox 1/72) 

 

FAP - FORÇA AÉREA PORTUGUESA

AT-6A Texan (Heller 1/72) 

Harvard MK IV / T-6J Texan (Academy 1/72)

T-6G Texan (Airfix 1/72) 

SA-316B Alouette III / Sud-Est SE.3160 (Heller 1/72) 

Fiat G.91R/4 Gina (Airfix 1/72) 

Fiat G.91R/3 Gina (Aeroclub 1/72 vacuform) 

Fiat G.91T/3 Gina (Aeroclub 1/72 vacuform) 

A-7P Corsair II (Hasegawa 1/72) 

Alpha Jet-A (Revell 1/72) 

FTB-337G Super Skymaster (Arii 1/72) 

DHC-1 Chipmunk (Airfix 1/72) 

DO-27A-4 (Huma 1/72) 

F-47D Thunderbolt (Revell 1/72) 

F-84G Thunderjet (Heller 1/72) 

T-33A T-Bird (Hasegawa 1/72) 

F-86F Sabre (Hasegawa 1/72) 

T-38A Talon (PM Model 1/72) 

F-16B Fighting Falcon (Italeri 1/72) 

C-212-300S Aviocar (SIFICAP-SLAR) (Historic Wings 1/72 vacuform) 

 

OUTROS MODELOS BREVEMENTE

T-37C Tweet,

T-37C Tweet (Asas de Portugal),

TA-7P Corsair II,

F-16AM Fighting Falcon,

FTB-337G Super Skymaster (verde escuro US Vietnam e ventre cinza-azulado),

FTB-337G Super Skymaster (cinza escuro integral, doada à F.A. Moçambique),

DHC-1 Chipmunk MK20 (Academia da FAP),

N.2501D Noratlas (verde e cinza com ventre cinza-azulado),

N.2502F Noratlas (com tipjets nas asas e em olive integral),

C-130H Hercules (nova pintura cinza médio integral), 

P-3C Orion,

P-3P Orion (cinzas de baixa visibilidade), 

SA-330C Puma (olive integral),

SA-330S Puma (SAR),

SE.3130 Alouette II,

SE.3160 Alouette III (com floats, olive integral e dayglo dorsal),

SA-316B Alouette III (Rotores de Portugal),

B-24D Liberator,

SB2C-5 Helldiver,

Vampire T.55,

SB-17G Flying Fortress (SAR), 

SA-16A Albatross (SAR),

AT-11A Kansan,

C-45H Expeditor,

D-18S Twin Beech, 

L-21B Super Cub (olive integral),

ASK-21 (glider),

C-47A Skytrain/Dakota (olive integral),

C-54D Skymaster,

B-26B Invader (olive integral),

B-707-3F5C (VIP),

Falcon 50 (VIP),

Falcon 20 (VIP),

TB-30 Epsilon (cinza escuro),

C-212-100B Aviocar (olive integral),

C-295MPA Persuader (MP), 

EH-101 Merlin (CSAR), 

H-19A Chickasaw (SAR),

Super Lynx MK 95 (Marinha Portuguesa)

... e outros!  

 

 


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O Poder Aéreo

A Supremacia Aérea é a expressão máxima do Poderio Militar.

 

 

 

 

O Poder Aéreo é o mais eficiente meio de fazer e de conter a guerra, sendo capaz de destruir quaisquer tipos de alvos onde quer que se encontrem, pelo ar chega-se a todo o lado.

O meio aéreo é a mais poderosa arma de guerra que existe, sendo também o mais destrutivo, mais eficiente, tecnologicamente mais avançado, mais preciso, mais versátil e com maior alcance operativo. É igualmente o meio de guerra com deslocação mais rápida e o que detém a mais reduzida taxa de baixas quando comparado com os das restantes forças de superfície, incomparavelmente muitíssimo mais lentas, quantas vezes até estáticas, expostas, vulneráveis e limitadas na sua locomoção perante os obstáculos naturais ou o estado do tempo.

 

Em todas as guerras do Séc.XX, o Poder Aéreo actuou com uma capacidade destrutiva imparável, muitas vezes verdadeiramente impressionante, actuando por toda a parte, sobre a terra, sobre o mar, e no ar. Os exércitos entretinham-se a fazer coisas menores, a matarem homens, tudo "por dá cá aquela palha" no cimo de uma colina, no meio da terra de ninguém, como se isso tivesse algum impacto de peso no desenrolar dos acontecimentos ou no esforço de guerra. Na verdade, além da ocupação física do terreno, as forças terrestres ainda hoje pouco mais fazem do que acabarem com réstias de resistência inimiga e providenciarem a manutenção pela posse da área conquistada.

 

Enquanto isso, as forças aéreas vergavam nações.

 

 

 

 

 

Durante a Primeira Guerra Mundial, a velha ideia secular da matança indiscriminada de soldados, julgando-se que por aí é que se continuariam a ganhar guerras, já não fazia qualquer sentido. Uma nação jamais se renderia nessa infrutífera guerra de desgaste. O que então começava a interessar era o novo conceito de Guerra Rápida, dirigida directamente às plataformas do inimigo. A prioridade máxima era destruir os centros de gravidade e sustentação do poderio militar da nação adversária, arrasar os seus altares industriais, os postos de comando militares, as vias de comunicação para impedir as movimentações terrestres, as bases aéreas e os portos afim de impedir a defesa e os suprimentos por ar e mar, cortando as vias de reaprovisionamento, negando a resistência e a sobrevivência à nação inimiga. Esse árduo trabalho só poderia estar ao alcance de uma força bélica rápida, com alcance, que apanhasse o inimigo desprevenido, onde quer que estivesse, e tudo isso em tempo útil tirando partido do factor surpresa. Esse era o trabalho para a Arma Aérea!

 

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Poder Aéreo actuou com uma destruição avassaladora, a uma escala absolutamente impressionante, onde exércitos e marinhas eram apanhados pelas surpreendentes revoadas de ataques e bombardeamentos maciços da Aviação, nada restando para além de escombros, morte, destruição e sofrimento. Além disso, o Poder Aéreo actuou debaixo de quaisquer condições atmosféricas, de dia ou de noite, chovesse, nevasse ou fizesse sol, sobre quaisquer tipos de topografia, sobrevoando terra e água, elevando-se sobre os obstáculos naturais e transpondo-os rapidamente, como se não existissem, voando alto através do céu, vigiando a Terra a partir de cima, sempre com uma eficácia inigualável e um gráu de destruição que já não se media em jardas mas em longos milhares de milhas. As aeronaves transportaram nas suas asas a Guerra Total e o verdadeiro sentido daquilo que era o “músculo” do Poder Aéreo, um poderio bélico jamais visto na História da Humanidade.

 

 

 

 

Esse Poder Aéreo quebrou a coluna vertebral à Alemanha, com as gigantescas campanhas de bombardeamento maciço sobre vilas, portos, barragens, pólos industriais e cidades alemãs (tais como Hamburgo, Bremen, Dresden, Leipzig, Munique, Estugarda ou Colónia, incluindo a capital Berlim que foi praticamente "desventrada" do mapa). Sobre o Japão, foram as grandes campanhas de bombardeamentos incendiários sobre as cidades japonesas (de Osaka, Nagoya e a capital Tóquio) que arrasaram a economia do país e a moral dos japoneses. 

Para infortúnio da Humanidade, o auge do Poder Aéreo na Segunda Guerra Mundial culminou com o lançamento da mais terrível e mais destruidora arma aerotransportada de todos os tempos, a Bomba Atómica. Pela primeira vez na História, dois artefactos nucleares seriam lançados sobre duas grandes cidades do Japão (Hiroshima e Nagasaki).

Lutaram milhões de soldados, na terra, no mar e no ar, mas bastaram apenas duas tripulações de catorze homens em dois enormes bombardeiros pesados B-29 Superfortress (baptizados Enola Gay e Boxcar) para precipitarem o fim do Império Nipónico e porem termo à Segunda Guerra Mundial.

 

 

 

 Bombardeiro pesado Boeing B-29A Superfortress (Enola Gay) largando a bomba atómica sobre a cidade de Hiroshima.

 

 

 

A Era Atómica tinha começado, o mundo estava chocado. A acção do bombardeamento de destruição em massa prostrou o Japão de joelhos numa forçosa rendição incondicional.

 

A Aviação Militar, dadas as suas faculdades únicas de ser uma força armada estratégica (a única que existe), de actuação tridimensional, polivalente, independente, de livre acção, extremamente rápida, de emprego flexível e com alcance destrutivo verdadeiramente planetário, actuou por toda a parte, onde exércitos e marinhas não o podiam fazer pois estavam fora do seu meio natural: era impossível fazer voar tanques e exércitos por cima de grandes e altos obstáculos topográficos, como montanhas, fazer avançar navios sobre a costa, avançar com eles para dentro de terra, ou avançar com soldados pelo mar adentro. Mas os aviões além de fazerem a guerra no ar, lançavam-na também sobre as outras duas dimensões. A amplidão do seu alcance e da sua abrangência destrutiva, “além-mar e além-fronteiras”, bem como a profundidade de actuação em tempo oportuno eram faculdades só possíveis aos aviões. O Poder Aéreo propagava-se na abrangência geográfica e no esticar do seu aguilhão.

 

"-O Poder Aéreo é o punho de aço empunhando a Espada de Damocles que ameaça desfechar-se sobre a cabeça dos inimigos!" (Guião Doutrinário da Aviação Militar).  

 

A capacidade de sobrevoar pelo ar quaisquer obstáculos naturais e a enorme vastidão intercontinental do alcance da sua actuação, fizeram do Poder Aéreo o esteio nevrálgico da guerra. Tanto, que a História da Aviação Militar é a própria História da Segunda Guerra Mundial.

 

"-O Poder Aéreo tornou-se predominante, tanto como instrumento de dissuasão na guerra quanto, na eventualidade da própria guerra, actuar como a única força verdadeiramente devastadora, capaz de destruir todo o potencial inimigo e fatalmente solapar-lhe a vontade de fazer a guerra!" (1945 - Gen. Omar Bradley).

 

"-Ao nível táctico e estratégico, o Poder Aéreo é que modelou todo o corpo da guerra, destruindo nações inteiras, de dentro para fora, tornando-as infuncionais. Quando essas nações não puderam funcionar, as suas forças armadas seguiram-lhes o exemplo!" (1945 - Gen. Dwight Eisenhower, comandante supremo das Forças Aliadas na Europa).

 

“-O efeito moral e material dos bombardeamentos estratégicos superou largamente os efeitos das lutas terrestres numa proporção de 100 para 1. Foi fundamental criar o maior efeito destruidor possível. Foi o Poder Aéreo aliado, na Segunda Guerra Mundial, que traçou e abriu o caminho para a Liberdade e para a Democracia, eliminando a Tirania!” (Gen. do Ar Hugh Trenchard da RAF num discurso na Câmara dos Comuns em 1945).

 

Nos tempos actuais, os modernos e avançados aviões e helicópteros de combate passaram a ser máquinas de guerra "virtualmente" invencíveis, ou até mesmo "quase" intocáveis. E intocáveis porque nem sequer precisam de se aproximarem dos alvos inimigos para os destruír e exporem-se ao alcance das perigosas defesas anti-aéreas. As suas armas podem eliminar os inimigos a distâncias tais, que as armas anti-aéreas destes não os conseguem alcançar. Os seus mísseis e bombas guiadas de alta "precisão cirúrgica" fazem isso desde distâncias inatingíveis às defesas de superfície, automaticamente e autónomamente, liberando a aeronave lançadora para bem longe das áreas de risco. Os mísseis têm computadores com "inteligência artificial" que podem decidir como, onde, e quando podem atacar os alvos, tendo inclusivé a capacidade de efectuarem manobras de "diversão" para os driblar antes de repentinamente se desfecharem contra eles. A sua precisão é letal e podem vir de direcções inesperadas ou enganosas. Actualmente há armamentos aéreos "inteligentes" absolutamente infalíveis, com uma margem de erro que já não se mede em metros mas em centímetros. Há mísseis e bombas guiadas que podem entrar por janelas de edifícios ou de viaturas. Há helicópteros e drones UCAV (aeronaves de ataque por controlo remoto) que à distância podem detectar, seguir, seleccionar, ampliar ao pormenor, observar e eliminar alvos tão pequenos como soldados ou terroristas (eliminação selectiva ou "air sniper") e isto em "todo-o-tempo" sob quaisquer condições meteorológicas, de dia ou de noite, em áreas urbanas. Nos últimos anos é este o tipo de operação mais comum contra grupos terroristas na Síria, no Afeganistão, no Iraque, no Líbano ou em Gaza, além de algumas operações (COIN-Counter Insurrection) na América Latina e na Ásia. 

 

 

 

 

Um dos lemas do Poder Aéreo é: "-uma Força Aérea moderna deve estar sempre um passo à frente das ameaças do momento." (Código de Conduta da NATO).

 

Mas para se compreender o Poder Aéreo na actualidade tem que se aprender primeiro o seu passado glorioso que foi tão importante ao ponto de mudar o curso das guerras.

É incontestável o papel protagonista que a Aviação desempenhou em todo o conflito de 1939-45. O Domínio dos Céus significou a possibilidade da vitória das tropas de terra e das formações navais, quer na Frente Europeia, quer na Frente do Pacífico.

No começo das hostilidades, foi a Aviação alemã da Luftwaffe que permitiu o alastramento rápido da Blitzkrieg (guerra relâmpago) sobre a Polónia, permitindo às divisões couraçadas e às infantarias avanços e ocupações que se estenderam desde a Dinamarca, Suécia, Finlândia indo até aos confins da Noruega. Foi a Aviação alemã a primeira no mundo a lançar tropas pára-quedistas para desfecharem ataques por detrás das linhas. Foi a Aviação alemã, com os seus infernais ataques, que devastou fileiras e abriu caminho aos avanços da Wehrmacht (exército) na campanha dos Países Baixos (Holanda), da Bélgica e Luxemburgo, e na invasão de França. Por outro lado, foi a Aviação inglesa que, fazendo frente e desgastando a Luftwaffe na grande Batalha de Inglaterra, salvou com os seus caças Spitfire e Hurricane o último Bastião da Liberdade na Europa, o Reino Unido. Os caças ingleses provocaram grandes derrotas nas gigantescas formações de bombardeiros e caças alemães de escolta que atravessavam o Canal da Mancha rumo às cidades britânicas. Durante um ano inteiro, com extrema valentia, coragem, bravura, determinação, sangue, sofrimento e morte, os pilotos da RAF afastaram definitivamente das ilhas o espectro da invasão nazi. Foi tão grandioso esse feito que o primeiro ministro Sir Winston Churchill discursou perante o povo as épicas palavras: “-nunca na História dos Conflitos Humanos, tantos deveram tanto a tão poucos!”.

 

 

 

 

O grande desembarque dos Aliados na Normandia, no Dia-D, seria inconcebível se eles não tivessem assegurado primeiro o Domínio dos Céus. Para que essa gigantesca campanha naval, aérea e terrestre fosse desencadeada com o sucesso que a História registou, foi crucial a Aviação aliada criar no espaço aéreo um grande "guarda-chuva" de protecção. Durante meses, os caças ingleses e americanos combateram os aviões alemães sobre a França ocupada, tendo-lhes conquistado a Superioridade Aérea, a chave da vitória que faltava para determinar os ventos do conflito. Com os inimigos varridos dos céus, foi então possível criarem-se condições de segurança para o grande desembarque (testa de ponte) e manter uma protectora Cobertura Aérea por cima das forças de superfície. A coberto dos caças, avançaram também milhares de aviões de transporte e planadores rebocados com grandes incursões de tropas pára-quedistas que saltaram além das linhas inimigas.

 

 

 

 

Os EUA talvez nunca teriam entrado na guerra se não tivesse acontecido o grande ataque aéreo japonês às bases aéreas e navais de Pearl Harbor, nas ilhas Hawai. Não ficariam jamais em condições de vencer a Guerra do Pacífico sem o sucesso das enormes batalhas aeronavais que ali se sucederam (Mar de Coral, Midway, Guadalcanal, Marianas, Leyte e Okinawa, entre outras). Sem o seu Poder Aéreo ter vencido sobre o mar e no ar, não teriam obrigado o "Império do Sol Nascente" a render-se, ainda antes que a bota de um soldado norte-americano pisasse chão do Japão. E não teriam conseguido a Vitória Final se não tivessem efectuado os bombardeamentos de grande escala dos B-17 e B-29, primeiro, e o lançamento das duas bombas atómicas, depois.

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

Durante a Segunda Guerra Mundial foram empregues mais de 675.000 aviões, sendo cerca de 475.000 dos Aliados e o resto das Forças do Eixo. Foi a Aviação que suportou e decidiu os passos mais importantes das batalhas, arrasando frentes, abrindo fileiras, conquistando os ares para serem possíveis as navegações marítimas e os avanços terrestres sem a ameaça dos aviões inimigos. Foi a acção concertada da Aviação Aliada que destruiu cidades e indústrias, e a seu tempo obrigou países inteiros a vergarem na moral pela sentença infernal dos bombardeamentos em larga escala. Essas operações negaram a vontade de resistência às tropas inimigas, desmotivando-as e liquidando a réstia de sentido de sobrevivência das populações.

 

Foram os resultados devastadores deixados pela Aviação que pesaram nas consciências dos líderes inimigos e forçaram os poderes políticos dos regimes totalitários a vergonhosas rendições, sem condições. Outros párias não tiveram melhor sorte do que cometerem suicídio, como aconteceu a Hitler e a outros líderes nazis.  

O Poder Aéreo foi vital para os Aliados alcançarem o Dia da Vitória, para a sobrevivência da Liberdade, da Democracia e da Justiça. Por conseguinte, marcou com as suas impactantes consequências os principais destinos do Mundo Livre que eclodiu no Pós-Guerra e a Ordem Mundial que chegou até nós.

 

 

 

 

    

 

 

Mas é oportuno examinar o que este conflito mundial significou na História da Aviação: antes de mais nada, assinalou o fim do biplano inteiramente metálico dos Anos 30 e a introdução do moderno monoplano. Assinalou o triunfo dos bombardeiros estratégicos pesados como a definitiva Arma Aérea em todo o seu poderio bélico. Assinalou a afirmação do avião como uma arma prioritária para a marinha, fazendo do porta-aviões o recurso naval mais poderoso e mais eficaz, condenando definitivamente os grandes couraçados à extinção. Assinalou o nascimento do radar e dos aviões equipados com ele (caças nocturnos e bombardeiros). Assinalou o nascimento do veloz caça a reacção, dos mísseis guiados, dos foguetões espaciais e das bombas "inteligentes", relegando para a obsolescência os aviões com motor a pistão, os canhões e as torretas de metralhadoras a bordo. Com estas inovações tecnológicas abriu-se um novo capítulo, a Era da Aviação a Jacto. Os aviões-foguete experimentais (os famosos "X-Planes") iriam em poucos anos vencer a Barreira do Som sem se desfazerem, resistirem à Barreira do Calor sem derreterem, aguentarem a Onda de Choque Supersónica sem se desintegrarem e alcançarem o Espaço. Com este enorme avanço abriu-se o capítulo às naves espaciais que iriam conquistar a Lua e explorar outros planetas. A Era a Jacto transformou a Aeronáutica em Astronáutica dando origem à moderna Indústria Aeroespacial de hoje.

 

 

 

Avião espacial North American X-15A Rocketplane.

 

 

 

O fim da guerra assinalou o início do transporte aéreo civil de passageiros, em larga escala, com a movimentação de milhões de pessoas e biliões de toneladas de carga, situação que levou em poucos anos à extinção os grandes paquetes transatlânticos. O Transporte Aéreo transformou o mundo, reduzindo-o a uma pequena esfera, aproximando continentes longínquos no espaço e no tempo. A Aviação Comercial fez com que o mundo parecesse pequeno, unindo em poucas horas de voo lugares muito distantes, mundializando povos e culturas, criando o Turismo de Massas, fomentando a Globalização e impulsionando a Economia Mundial.

 

 

 

 Avião de passageiros quadrireactor de longo curso Airbus A340-541 para rotas transatlânticas.


 

 

Mas o Pós-Guerra assinalou também o começo da Era Nuclear com a descoberta e a utilização, a bordo de um avião, de uma arma capaz de aniquilar o mundo. Este último acontecimento, de modo especial, revolucionou completamente a estratégia das maiores potências militares mundiais (EUA versus URSS), impelindo-as a procurar um equilíbrio bélico como garantia da "Paz pela Força".

 

 

 

Superbombardeiro nuclear estratégico Convair B-36H Peacemaker, o baluarte da Guerra Fria.

 

 

 

De 1939 a 1945, o avião impusera-se à atenção de todos, ao ponto do vulgar homem da rua reconhecer que a intervenção do Poder Aéreo fora decisiva em muitas batalhas e que o próprio êxito da Guerra dependera do Domínio dos Céus.

Milhões de jovens, envergando o uniforme militar, tinham tido ocasião de familiarizarem-se com o avião, porquanto o avião fora para eles, muitas vezes, o amigo precioso ou o adversário perigoso.

 

Hoje em dia é lugar comum afirmar-se que a aeronave é a arma de guerra mais poderosa, mais eficiente e mais destrutiva que existe. Mas é também a que gera consequências mais impactantes e mais vastas com a sua actuação. O meio aéreo é o que tem a maior abrangência geográfica de acção, a maior flexibilidade de emprego, a maior taxa de invulnerabilidade e o maior índice de sobrevivência. Pelo seu alcance global, incomparável, e pela elevada velocidade que encurta espaço e tempo é, seguramente, o meio bélico mais decisivo nas transformações das guerras.

 

 


 
Bombardeiros nucleares estratégicos indetectáveis Rockwell B-1B Lancer e Northrop B-2A Spirit.

 

 

 

"A Superioridade Aérea é a expressão máxima do Poderio Militar, sendo simultaneamente a Chave da Vitória que torna possível as pretensões políticas" (revista Avion Revue).

 

Foi o Poder Aéreo que "modelou" a Ordem Mundial do Pós-Guerra. O mundo que herdamos, foi o resultado daquilo que o Poder Aéreo decidiu nas guerras do Século XX (principalmente na Segunda Guerra Mundial e durante a tensão bipolar entre a URSS e os EUA na Guerra Fria). O mosaico geopolítico que hoje subsiste, nada mais é do que o resultado daquilo que o Poder Aéreo gerou nos principais conflitos.

A força bélica de um país está cimentada no Poder Aéreo que é quem legitima e potencializa o esteio da acção bélica na terra, no mar e no ar, através do uso da força e da massa. É ele que torna possível, em sequência, as pretensões da política e os objectivos definidos. É o Poder Aéreo que fortalece a diplomacia internacional das grandes potências mundiais, prestigiando as nações tecnologicamente desenvolvidas e demonstrando simultaneamente a pujança da sua afirmação a nível regional, continental ou mundial.

 

"-O poder de um país será medido pelo seu Poder Aéreo!" (Alexander Seversky).

 

“-Só o Poder Aéreo é que consegue dominar os céus para tornar possível a superfície!” (Marechal do Ar Arthur Travers Harris da RAF, alcunhado o grande carrasco da Alemanha Nazi).

 

"-Desde a Primeira Guerra Mundial, país algum ganhou uma guerra perante a Superioridade Aérea adversária. Por outro lado, nenhum estado perdeu uma guerra enquanto manteve a Superioridade Aérea. Nunca a aviação necessitou da ajuda de exércitos ou de marinhas para cumprir a sua missão bélica. Por sua vêz, os exércitos e as marinhas sempre necessitaram da aviação para lhes dar Cobertura Aérea (escolta, defesa e protecção). Nunca uma guerra do Século XX foi ganha sem primeiro se ter conquistado o Domínio dos Céus. Nunca na História da Guerra um exército ou uma marinha ganhou uma batalha contra a Aviação. No entanto a Aviação ganhou, em muitas vezes, inúmeras batalhas contra grandes exércitos e grandes marinhas!" (Gen. John Warden, comandante supremo da USAF - 1965-1995).

 

"-Se o atacante conquistar o domínio dos céus, o defensor está perdido!" (Almirante Carl Vinson).

 

O General Giulio Douhet foi o maior estratega do mundo sobre Poder Aéreo. À mais de 100 anos profetizou (tal como Julio Verne) toda a revolução que a Arma Aérea iria provocar na Guerra, chegando ao ponto de afirmar que ela relegaria os exércitos e as marinhas para segundo plano, seriam decorrência e acessório, ou resumiriam-se a forças tácticas de marcação de presença e mera ocupação.  

Douhet visionou o impacto que "o mais pesado que o ar" teria em prol do desenvolvimento da Tecnologia e da Ciência, revolvendo os "ventos da mudança" ao longo do Séc.XX. Previu ainda, com muitas décadas de antecedência, a Supremacia do Poder Aéreo sobre as outras valências militares, que seriam inúteis e até dispensadas no futuro, na chamada Guerra de Alta Escala. Visualizou toda a enorme revolução que o avião provocaria na Guerra, muito mais que quaisquer armas ou meios anteriores, ao introduzir nela a terceira dimensão, o Ar, e ao comprimir-lhe a quarta, o Tempo.

 

 

 

 

A Arma Aérea alterou os factores surpresa e imprevisibilidade. O advento do aeroplano transformou por completo doutrinas e tácticas, a tal ponto que, as velhas hostes terrenistas e os orgulhosos almirantados atiraram para o lixo os compêndios napoleónicos e clauswitzeanos, enterrando com eles as velhas tácticas que aprenderam para as pachorrentas guerras de superfície.

Douhet, décadas antes, previu a morte da Guerra das Trincheiras e o fim da Guerra de Desgaste, profetizando o advento do Poder Aéreo como a Arma Suprema. Com o avião nascera a nova Guerra de Movimento e a decisória Guerra de Atrito. Também na previsão que fez durante a Primeira Guerra Mundial, Douhet previu o impacto brutal que o Poder Aéreo teria logo nessa guerra, ao ponto dos grupos aéreos de combate das grandes potências conseguirem o grato reconhecimento militar e político. Pela sua glória, mérito e sacrifício, foi-lhes concedida a independencia em relação às outras forças militares, transformando-as nas modernas forças aéreas de hoje.

 

Douhet foi o grande General do Ar que previu tudo isto.

Em pouco tempo o mundo descobriria a verdade das suas certeiras afirmações e iria dar-lhe razão quando afirmou:

 

«-Dez anos em Aviação é uma Eternidade. Quem controlar o Ar, dominará a Terra e o Mar».

 

 

 

 

© 2009 - ( In As Grandes Batalhas Aéreas do Séc.XX - Enzo Angelucci ).

 

 

 

 

 

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