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A-29N Super Tucano, o novo avião da FAP

Embraer EMB-314N Super Tucano (A-29N)

 

 

 

Introdução:

 

A Força Aérea Portuguesa (FAP) adquiriu 12 aviões Embraer EMB-314N Super Tucano (nomenclatura militar A-29N, N de NATO), uma variante específica configurada para os requisitos da Aliança Atlântica. Os primeiros cinco aparelhos chegaram a Portugal em Dezembro 2025. O contrato, orçamentado em cerca de 190 milhões de euros, inclui treino de tripulações e um simulador de voo. A Base Aérea Nº11 (BA11) em Beja é a unidade da FAP onde serão operados os aviões pela Esquadra 101 Roncos cujo lema é “…Ensinando Os Princípios Da Arte”. As missões primárias serão apoio aéreo próximo (CAS-Close Air Support) e ataque anti-superfície (ASM-Anti-Surface Mission) contra alvos em terra e no mar. As missões secundárias serão treino avançado (AT-Advanced Trainer), escolta, reconhecimento armado, combate anti-drone e patrulha aérea armada em cenário de ameaça.

O Super Tucano é um avião “todo-o-terreno” capaz de operar em pistas de terra ou erva e desde aeródromos muito rudimentares, sem apoios em terra, o que o torna altamente flexível, com custos de operação e manutenção muito baixos. É pois uma excelente opção para forças aéreas com orçamentos limitados, mantendo a eficiência e grande versatilidade em múltiplas missões com um único sistema de armas.   

A Embraer anunciou em 12 Abril 2023 o lançamento da nova versão EMB-314N Super Tucano (A-29N) na configuração exigida pela NATO, com foco no atendimento às necessidades das forças aéreas europeias.

Em Agosto 2024, a Embraer anunciou um investimento de 90 milhões de euros nas (OGMA-Oficinas Gerais de Material Aeronáutico) em Alverca, para a montagem dos aviões EMB-314 Super Tucano e EMB-390 Millennium de forma a abrir um mercado de vendas na Europa para países membros da NATO.

Portugal é o primeiro país europeu a operar o avião Super Tucano, o que incluiu desde o início o requisito obrigatório de incorporar equipamentos especiais em conformidade com os padrões da NATO. Foi também assinada uma carta de intenção com a Embraer para estabelecer uma linha de montagem final destes aviões em Beja, fortalecendo a indústria aeronáutica nacional.

O Super Tucano permitirá à FAP libertar caças F-16 para missões mais complexas, usando assim um avião mais económico para teatros de conflito de menor intensidade, como os africanos, onde Portugal por vezes é chamado a colaborar junto com outros países.

 

 

Apresentação:

 

O Embraer EMB-314 Super Tucano é uma bonita aeronave ligeira, com design elegante e aerodinâmico, propulsada com motor turbohélice, que incorpora os últimos avanços em aviónicos e armamentos. O Super Tucano foi inteiramente desenvolvido no Brasil e encontra-se actualmente em produção em duas linhas de montagem, no Brasil e nos Estados Unidos da América (EUA), estando certificado de acordo com os padrões militares actuais. Ele foi concebido para atender os requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB) para uma aeronave de ataque táctico, capaz de operar na Amazónia brasileira. Com a implantação do Projecto (SIVAM-Sistema Integrado de Vigilância da AMazónia) pelo Governo Brasileiro, foi identificada a necessidade de um avião ligeiro de ataque que, em conjunto com as aeronaves E-99 e R-99, iria compor o segmento aéreo responsável pela patrulha de fronteiras e pela intercepção de aeronaves dedicadas ao tráfico de drogas, de armas e pessoas, actuando também contra outras ilegalidades ilícitas na enorme região continental da Amazónia. Coube à FAB elaborar os requisitos operacionais da nova aeronave, que na época também buscava um substituto para os seus jactos de treino AT-26 Xavante utilizados na instrução de futuros pilotos de caça. A união destes dois requisitos deu origem ao Programa ALX (Avião Ligeiro de Ataque), ou seja, ao Super Tucano. Pelas características da região amazónica, com extensas áreas de florestas cerradas, alta incidência de chuvas, muito calor e simultaneamente muita humidade, em meio a cenários operacionais considerados de baixa intensidade e sobre os quais o novo avião teria que voar, foi definido que ele deveria ser um turbohélice. E isto porque um avião movido a motor turbohélice é muito mais económico em gasto de combustível, reflectindo-se assim numa grande autonomia de alcance, grande raio de acção em missão, e grande capacidade em peso útil. Ele também teria que ser capaz de operar de dia ou de noite e em quaisquer condições meteorológicas (todo-o-tempo / “all weather”), e ainda teria que ser um “todo-o-terreno”, descolando ou aterrando em pistas curtas, semi-preparadas, de terra batida ou até em clareiras de erva rasteira no meio de matos ou prados, locais sem infraestruturas nem apoios em terra. Também ficou definido que haveria duas versões da aeronave: o monolugar (designado A-29A) teria como missões primárias o reconhecimento armado, interdição, ataque anti-superfície, cobertura aérea, escolta, apoio aéreo aproximado (CAS-Close Air Support), interceptação e destruição de aeronaves de baixo desempenho, incluindo drones. Já o bilugar (designado A-29B), além de poder executar as mesmas missões do monolugar, seria empregue principalmente no treino avançado de pilotos (AT-Advanced Trainer), no controlo aéreo avançado (FAC-Forward Air Control) e na patrulha aérea (AP-Air Patrol).

O contrato de desenvolvimento do Programa ALX Super Tucano foi firmado com a Embraer em 18 Agosto1995. Inicialmente a FAB pretendia adquirir 76 aeronaves, com opções para mais 23. No entanto em 2005 a FAB elevou o total para 99 aeronaves (49 monolugares e 50 bilugares). O primeiro voo do protótipo monolugar YA-29 foi em 02 Junho 1999, seguido do voo do protótipo bilugar YAT-29 em 22 Outubro 1999. A FAB começou a receber os primeiros A-29B de série em 06 Agosto 2004, indo substituindo gradualmente os AT-26 Xavante no treino de pilotos. À medida que os novos A-29A e A-29B iam chegando, a FAB também iniciou a substituição dos anteriores AT-27 Tucano na missão de patrulha de fronteiras nas regiões amazónicas e no centro-oeste, aproveitando as entregas remanescentes para substituir também a frota dos AT-27 Tucano da patrulha acrobática de exibição Esquadrilha da Fumaça.

 

 

Conceito:

 

O avião teria de ser moderno e possuir excelentes características de voo, para poder interceptar aeronaves de traficantes e contrabandistas que voam a baixas altitudes. O conceito logístico teria que possibilitar a operação do avião na Amazónia brasileira, com os rigores atmosféricos e somente com o mínimo de apoios e infraestruturas:

Abastecimento de combustível por pressão;

Capota do motor com painéis de acesso fáceis;

Instalação de sistema gerador de oxigénio a bordo (OBOGS-On Board Oxygen Generation System);

Ar condicionado com ciclo de ar;

Indicador de situação horizontal (HSI-Horizontal Situation Indicator);

Extensão do “overhaul” (revisão geral e reparações) do motor;

Extensão da vida útil da aeronave;

Conceito “built in test” (auto-teste) para os equipamentos aviónicos;

Registo automático dos dados de voo;

Acessibilidades fáceis e rápidas aos vários sistemas do avião.

 

 

Operacionalidade:

 

Os parâmetros de carga de trabalho na manutenção foram os seguintes:

Taxa homem hora/hora de voo: 1,5 h (máximo);

Tempo de pré-voo: 10 minutos (máximo);

Tempo necessário entre voos: 10 minutos (máximo);

Tempo necessário para o pós-voo (final da jornada diária): inferior a 30 minutos.

 

 

Alta fiabilidade e facilidade de operação:

 

O Super Tucano foi idealizado para atender os mais exigentes requisitos operacionais e logísticos, com vista à sua operação. Os seguintes dados de confiança e fiabilidade foram considerados durante a sua fase de desenvolvimento:

Probabilidade de executar a missão: 98,5 % (mínimo);

Falhas por cada 1000 horas de voo: 150 (máximo);

Remoções do motor: 1 a cada 4 000 horas de voo (máximo);

Paradas do motor: 1 a cada 40.000 horas de voo (máximo).

 

 

Aviónicos:

 

O Super Tucano está equipado com modernos aviónicos digitais onde se destaca um tablier (painel de instrumentos) com dois grandes ecrãs (CMFD-Colored Multi-Function Display - LCD-Liquid Crystal Display) havendo a opção para mais um terceiro. Por cima está situado o visor e mira de vidro transparente (HUD-Head-Up Display) com as informações electroluminescentes sobrepostas para o piloto, como por exemplo a mira digital com ponto de impacto continuamente calculado (CCIP-Continuously Computed Impact Point). Outros modos de perseguição de alvos e ataque disponíveis são os (CCRP-Continuously Computed Release Point / CCIL-Continuously Computed Impact Line / DTOS-Direct Targeting Optical Sight). Em posição elevada está o painel de entrada de dados à frente (UFCP-Up Front Control Panel). Os comandos de voo são do tipo “mãos na manete e manche” (HOTAS-Hands On Throttle And Stick), o que permite ao piloto “conduzir” o avião em todas as fases de voo e combate (incluindo lançamento de armas) e ao mesmo tempo ter acesso às várias informações dos sistemas, comunicações e navegação clicando somente em teclas “switches” sem tirar as mãos dos comandos de voo. O (HOTAS) integrado com o (HUD) e os ecrãs (CMFD), aumenta imenso a capacidade de gestão de missão do piloto. Esta tecnologia foi implementada para oferecer um ambiente de cabine semelhante ao de caças modernos de primeira linha. A iluminação esverdeada dos cockpits é compatível com o uso de “óculos de visão nocturna a infravermelho” (NVG-Night Vision Goggles). O avião conta ainda com um sistema embutido “embedded” de navegação inercial-global via-satélite (INS-GPS-Inertial Navigation System-Global Position System). Há também um rádio-transceiver (V/UHF) M3AR 6000 Series para comunicações seguras, incluindo via (SATCOM-SATellite COMunication), com salto ultra-rápido de frequências e criptografadas (SHQC-Secure Have Quick Crypto) indecifráveis para o inimigo. Para incremento de pilotagem instrumental segura em (IFR-Instrumental Flight Rules) o avião está equipado com piloto automático (AFCS-Automatic Flight Control System / AP-Automatic Pilot). Quando ligado, ele é capaz de executar, com alta precisão e automaticamente, aterragens, descolagens e rotas de voo pré-programadas “sem mãos e sem olhos”.

 

 

Inteligência Artificial:

 

O Super Tucano num futuro próximo ganhará um computador central com Inteligência Artificial para combater drones, permitindo ampliar ainda mais as suas capacidades (Revista Asas 04 Março 2026). A novidade foi anunciada pela Embraer, que firmou uma parceria com a Valkyrie Aero, empresa fornecedora de tecnologias aeroespaciais para os EUA, países da OTAN e outras nações parceiras. O sistema Gunslinger IA (IA de Inteligência Artificial) permite decisões tácticas aprimoradas em tempo real, aperfeiçoando as decisões contra os drones no campo de batalha e no apoio a encontrar, corrigir e finalizar contra-medidas que combatam essas ameaças não tripuladas. O Gunslinger IA foi desenvolvido para um cenário em evolução, garantindo uma solução duradoura e escalável. O perfil de voo dos Super Tucano e o armamento apropriado também são indicados para a tarefa. O Super Tucano é uma plataforma muito adequada para a “missão anti-drone” porque tem grande autonomia e agilidade, pode voar a baixas velocidades, próximas às dos drones, tem grande estabilidade para o disparo de metralhadoras, canhões e foguetes guiados.

 

 

Modificações no A-29N (NATO):

 

A versão A-29N procura elevar o Super Tucano a um outro nível, em particular no contexto de operação em “single pilot” e nos sistemas da aeronave, resultando ser mais capaz e tecnologicamente mais avançada. Integra um conjunto de aviónicos e sistemas modernizados que lhe dão sofisticação operacional, garantindo ao piloto uma consciência situacional elevada e uma gestão de missão eficiente. No caso específico do avião da FAP, o A-29N, pode ser montada uma torreta móvel giroestabilizada, hidráulica escamoteável por baixo do ventre do avião. Trata-se da torreta FLIR Systems AN/AAQ-22 Star Safire III HD que contém um sensor electro-óptico (EO-Electro-Optical), outro sensor de infravermelho de visão frontal (FLIR-Forward-Looking Infrared), e um telâmetro-designador-laser (LRF-Laser Range Finder - LD-Laser Designator). Este último, serve para medir distâncias e “iluminar” alvos para serem destruídos por bombas guiadas a laser. Esta torreta ventral, cuja esfera de sensores gira remotamente apontando para onde se pretende, permite detectar, adquirir, identificar, trancar e acompanhar alvos móveis ou fixar-se nos estáticos, sobre a superfície terrestre ou marítima, de noite, com nevoeiro ou em péssimo tempo atmosférico. A visualização, com elevada nitidez, contraste e alta definição (HD-High Definition), é feita num dos ecrãs do piloto ou do co-piloto conforme seleccionada. Entre os equipamentos exigidos pela NATO está o moderno sistema digital de enlace de dados tácticos “data-link” (TDL-Tactical Data-Link 16). Este sistema permite trocar informações (TADIL-TActical Digital Information Link) como o envio e recebimento de multi-dados em modo secreto e ultra-seguro entre o avião e tropas aliadas, ou com outros caças amigos, aviões-radar (AWACS-Airborne Warning And Control System), drones, navios de guerra, estações de rastreio e centros de comando em terra, mar e ar. Destaque ainda no A-29N o grande ecrã único (WAD-Wide Area Display), análogo ao usado no jacto sueco Saab JAS-39E Gripen, e para o sistema de operação por um só piloto (SPO-Single-Pilot Operation), além de algumas alterações secretas de forma ao avião funcionar em plena interoperabilidade com outras forças militares aliadas, nomeadamente em operações conjuntas.

Em resumo, todos estes recursos tecnológicos de última geração permitem às tripulações dos Super Tucano terem uma elevada consciência situacional em voo, independentemente dos tipos de missão e em quaisquer condições meteorológicas.

 

 

Itens opcionais:

 

(EO-FLIR-LD-HD-HR) FLIR Systems Brite Star DP, torreta móvel giroestabilizada, hidráulica e escamoteável, com multi-sensores e designador-laser.

(ANVIS-Aviator Night Vision Imaging System) L3 Harris AN/AVS-9 / ANVIS-9, óculos de visão nocturna.

(HMDS-Helmet Mounted Display System) capacete com viseira digital.

(TOSS-Training and Operation Support System) sistema de treino e suporte operacional.

(MMS-Metheorological Mapping System) sistema de mapeamento meteorológico Stormscope WX-1000E.

(DSL-Directional Search Light) farol de busca direccionável.

(CCDVR-Cam-Corder Digital Video Recorder) câmara e gravador de video digital.

 

 

Autodefesa contra ameaças inimigas:

 

A Embraer disponibiliza para o Super Tucano, através de subcontratistas como a empresa israelita Elbit Systems, os seguintes dispositivos de auto-protecção anti-míssil: sistema passivo como o receptor de alerta contra radares (RWR-Radar Warning System), sistema de alerta contra lasers (LWS-Laser Warning System), sistema de alerta de aproximação de míssil (MAWS-Missile Approach Warning System), sistemas activos de "jamming" (DIRCM-Directional Infra-Red Counter-Measures), dispensador/disparador de cartuchos/iscas "chaff and flares" para despiste de mísseis (CMDS-Counter-Measures Dispenser System), e pod multi-modular (SPEAR-Self-Protection, Electronic Attack and Reconnaissance) que é um sistema externo para interferências electrónicas activas (AECM-Active Electronic Counter-Measures) que combatem radares de rastreio, em terra, mar ou ar, ou provocam despiste de mísseis hostis de qualquer tipo, sejam guiados por radar, infravermelho ou laser.

 

 

Segurança, redundância e blindagem:

 

O Super Tucano é um avião ligeiro de combate em apoio aéreo aproximado (CAS-Close Air Support) e contra-insurgência (COIN-COunter INsurgency), que opera quase sempre a baixa altitude e junto a tropas no terreno, portanto sujeito a ser atingido por tiros de metralhadoras ou por mísseis portáteis lançados do ombro (MANPADS). Para resistir a essas ameaças o Super Tucano está bem preparado, as zonas críticas da fuselagem, a sua área ventral, piso, asas, cauda e gôndola do motor estão protegidos com blindagens internas do tipo "hypodermic bulletproof", ou seja, à prova-de-balas. São protecções anti-balísticas do tipo "honeycomb" fabricadas em kevlar e fibra de carbono com disposição em favo de colmeia. Trata-se de materiais compósitos mais leves e mais fortes que as blindagens metálicas das antigas gerações. Estes “escudos internos” super-resistentes, amortecem, absorvem, minimizam os danos e impedem a penetração profunda de projécteis até ao calibre padrão NATO 0.50”/12,7mm.

O Super Tucano tem um sistema abastecedor de combustível de ponto único e os tanques são do tipo “self sealing”, ou autoselantes, à prova de fuga e de explosão, com tubagens duplicadas indo por percursos diferentes, espaçados e com mini-extintores automáticos. Para fortalecer ainda mais a sobrevivência da aeronave em combate é usado o combustível especial QAV-1/JET A-1 de muito baixa volatilidade e elevado ponto de ignição.

Os comandos de voo do Super Tucano têm redundância, ou seja, os sistemas electro-hidráulicos que accionam as superfícies móveis das asas, estabilizadores e leme estão montados em duplicado e vão por trajectórias diferentes, bem como as suas tubagens hidráulicas e cablagens eléctricas.

Se o operador quiser, nas laterais externas dos cockpits podem ser montadas placas espessas de blindagem em kevlar (amovíveis e opcionais). Elas são muito resistentes a impactos de estilhaços e a projécteis até ao calibre padrão NATO 0.50”/12,7mm.

O para-brisa e coberturas “canopys”, em acrílico plexiglass, são igualmente resistentes a estilhaços, projécteis leves e “bird strikes” (à prova de impacto de aves até 1,8Kg a 557Km/h).

 

 

Especificações (A-29A/B Super Tucano):

 

Tripulação: 1 piloto (no monolugar), 1 piloto + 1 operador de sistemas/aluno (no bilugar).

Envergadura: 11,14m.

Comprimento: 11,30m.

Altura: 3,97m.

Peso em vazio: 3200Kg.

Peso máximo na descolagem: 5400Kg.

Capacidade de combustível interno: 648L.

Carga externa máxima: 1550Kg (cargas externas/munições).

Velocidade máxima nivelada: 590Km/h (limpo).

Velocidade de cruzeiro: 520Km/h.

Velocidade mínima de estol: 148Km/h.

Tecto de serviço: 10.665m.

Raio de combate: 550Km (Hi-Lo-Hi).

Alcance de traslado (ferry): 1445Km (só com combustível interno), 2855Km (com tanques externos).

Distâncias de descolagem e aterragem (normais): 900m / 860m, respectivamente.

Factores de carga (G-Force): +7G / −3,5G.

Pressurização: 5psi.

Vida útil (de fábrica, sem modernização posterior “upgrade”): 12.000h (em combate típico) / 18.000h (em treino típico).

Assentos: 2 assentos ejectáveis Martin-Baker MK10LCX “zero-zero”.

Freio de mergulho de accionamento hidráulico.

Sistema de ar condicionado nos cockpits.

Descongeladores térmicos nos bordos de ataque das asas, estabilizadores, deriva e pás da hélice.

 

 

Motor:

 

Propulsão: 1 motor turboélice Pratt & Whitney Canada PT6A-68C de 1600SHP de potência, com fluxo reverso e controle digital com autoridade total (FADEC-Full Authority Digital Electronic Control) e sistema de indicação do estado do motor e alerta da tripulação (EICAS-Engine Indication and Crew Alerting System). 

Hélice: 1 Hartzell pentapá (5 pás de 2,38m de diâmetro, com passo variável e descongeladores térmicos).

 

 

Armamentos:

 

O Super Tucano tem 5 pontos para fixar cabides-pylons: 4 sob as asas e 1 ventral sob a fuselagem, capazes de levarem até 1550Kg de armamentos e/ou tanques subalares de combustível extra (nos pontos “molhados”). Esses pontos têm sistemas de cablagem electrónica e módulos-interface (ADB-Avionic Data Bus) MIL-STD-1553B capazes de reconhecer imediatamente o tipo de armamento ou tanques lá colocados. O Super Tucano além de ter duas metralhadoras internamente nas asas, pode ser equipado com um vasto conjunto de armamentos tais como pods lança-rockets, pods de metralhadoras duplas, pods de canhões, bombas convencionais, bombas guiadas “inteligentes”, mísseis ar-superfície, e mísseis ar-ar de curto alcance podendo estes serem apontados e guiados através da viseira digital do capacete de ambos os tripulantes.

 

 

Metralhadoras:

 

2 metralhadoras pesadas (HMG-Heavy Machine Gun) da marca belga FN Herstal M3P (Browning M2 inglesa, fabricada sob patente) de calibre 0.50”/12,7x99mm NATO, cada uma com carregadores-magazines de 250 projécteis com ogivas combinadas (penetrantes, tracejantes, explosivas ou incendiárias). Estas metralhadoras estão instaladas internamente nas asas.   

 

 

Canhões:

 

1 pod de canhão francês GIAT M20A1, de calibre 20mm, fixado em cabide-pylon ventral sob a fuselagem, ou 2 pods fixados em cabides-pylons sob as asas.

 

 

Foguetes / rockets:

 

4 pods lança-rockets LM-70/19 (70mm), ou 4 pods lança-rockets LAU-68 (68mm).

 

 

Bombas:

 

Bombas convencionais de uso geral: GP HE M117, GP HE MK81/82, bombas de queda retardada por aletas MK81/82 Snakeye, bombas Avibras BAFG-120, bombas de fragmentação e lança-granadas Avibras BLG-252.

Bombas guiadas a laser (LGB-Laser Guided Bomb) israelitas Elbit Lizard, ou Rafael MBT CEP Griffin, bombas planadoras (JDAM-Joint Direct Attack Munition) GBU-31/32/38/54, bombas estreitas (SDB-Small Diameter Bomb) GBU-39, bombas guiadas a laser GBU-12/16 Paveway II, bombas guiadas por satélite (SATGB-SATellite Guided Bomb - via-GPS) Raytheon Paveway IV.

 

 

Mísseis:

 

Mísseis ar-ar: 2 (SRAAM-Short Range Air-to-Air Missile) AIM-9L Sidewinder, Avibras-Mectron MAA-1A Piranha, ou Rafael Python 3/4.

Mísseis ar-superfície (ar-terra ou ar-mar): 2 (ASM-Anti-Surface Missile / ASV-Anti-Ship Vessel) AGM-65 Maverick.

Mísseis anti-tanque: 4 (ATGM-Anti-Tank Guided Missile) AGM-114 Hellfire.

 

 

Países operadores (forças aéreas):

 

Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Honduras, Paraguai, República Dominicana, Uruguai, Panamá, Líbano, Afeganistão, Uzbequistão (fugidos do Afeganistão), Turquemenistão, Filipinas, Indonésia, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Angola, Gana, Burquina Fasso, Mali, Portugal.

 

 

Operadores privados:

 

EUA (TAS-Tactical Air Support/TACAIR), (TADS-Tactical Air Defense Services), (LAS-Light Air Support).